Este é o momento dos e-mails e faxes. O antigo prazer de enviar e receber cartas, abrir um envelope, poder ver a caligrafia do outro, foi sendo radicalmente substituído por esta linguagem bem mais rápida certamente, mas também bem menos pessoal. Senti a necessidade, então, de resgatar este antigo vínculo de comunicação entre as pessoas, mas buscando alguma coisa diferenciada, charmosa e atual.

Surgiu a idéia dos cartões e o desejo de neles explorar versos; letras musicais, pensamentos filosóficos, ilustrações. Palavras e imagens que a gente não se cansa de ler e ver, que sempre nos dizem algo e que mais que isso, nos ajudam a traduzir nossas próprias idéias e sentimentos.

Acredito que a alma da Prazer de Escrever está nas caixas dos poetas e compositores como: Affonso Romano de Sant'Anna, Clarice Lispector, Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Mario Quintana, Fernando Pessoa, Chico Buarque de Holanda, entre tantos outros. Obras lidas e relidas, versos escolhidos um a um com o maior cuidado, complementados com ilustrações de aquarelas ou fotos. Um trabalho delicado, minucioso, totalmente artesanal, mas feito com absoluta qualidade de impressão, utilização de papel importado, precisão na confecção de cada detalhe. O resultado que se percebe é que as pessoas se encantam, confirmando Mario Quintana:

Em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira."

Enviar e receber cartões.. Abrir envelopes. Reconhecer a letra do amigo ou do amado... Decifrar mensagens escritas e ocultas. Quantos prazeres. O cartão escolhido entre tantos é único e especial. Um cartão é eterno e volta e meia ressurge para nós entre livros, papéis, gavetas, na bagunça de nosso dia a dia, nos supreendendo, reacendendo lembranças e emoções.

Prazer de Escrever, esperamos por você.
Helena Rezende